¿Cuál es el impacto de la sequía?

Un consorcio internacional de científicos ha creado Drought-Net, una red mundial para evaluar el impacto de la sequía en los ecosistemas. Este proyecto permitirá estudiar las consecuencias que este fenómeno tiene sobre los distintos ecosistemas, así como establecer comparaciones y poder así hacer frente al deterioro que se produce en estos sistemas naturales.

¿Cuál es el impacto de la sequía?¿Qué impacto económico tiene la sequía? ¿Cómo afecta a los ecosistemas? ¿Por qué afecta desigualmente a unos ecosistemas frente a otros? Investigadores de varias naciones han formado una red de experimentos para estudiar las consecuencias de la sequía en cada uno de los ecosistemas como una forma de poder comparar su impacto y poder así hacer frente al deterioro que ya es patente en los sistemas productivos.

Uno de los países que ha tenido un papel clave ha sido Argentina, que cuenta con 14 centros de medición de los 60 distribuidos a escala global.

Para la creación de las redes de experimentos coordinados (RECs), se tomarán estudios de cada zona para compararlos a distintas escalas. Para ello, se usará una única metodología común para evitar errores. La evaluación de los ecosistemas pasa por saber por qué la sequía afecta por ejemplo más a las zonas húmedas que a las áridas.

Así, la red Drought-Net, es decir, la red de la sequía, tiene el objetivo de cubrir virtualmente todo el planeta, desde China a Estados Unidos, África, Australia, Europa y América.

Los datos que puedan generarán las RECs abordarán desde la frecuencia de las sequías hasta entender las respuestas de los distintos ecosistemas frente a este fenómeno. Los resultados permitirán poder paliar en parte las consecuencias que la sequía genera en la agricultura, la ganadería, la disponibilidad hídrica y, en especial, en los seres humanos.

Fuente: Diario BAE.

5 comentarios en “¿Cuál es el impacto de la sequía?

  1. Me parece muy oportuna la iniciativa, que espero fragüe en una red exitosa. Una cuestión muy importante es distinguir entre “sequía” en sentido estricto y lo que podría denominarse “escasez de precipitaciones” o de “disponibilidad de agua”: se atribuye las mas de las veces a “sequía” lo que no es otra cosa “sobreutilización” de recursos de agua en áreas con disponibilidad limitada -y lo que es peor- distribución irregular y variable interanualmente.
    El “recurso hídrico”, a diferencia de otros recursos naturales -como los forestales o los mineros- ordinariamente NO ESTÁ; se dispone de él antes de tenerlo disponible; el problema aparece cuando no llega, llega tarde o llega en menor cuantía de la esperada.

  2. No balanço global do ciclo hidrológico há um transporte aéreo líquido de vapor de água de 45.000 km3 a partir dos oceanos para os continentes,, água que os rios, depois de precipitar, devolvem ao mar(Oki, 2006). Ao confirmar-se um aquecimento global, o ciclo hidrológico se intensificaria. Devido a maior evaporação oceânica, o incremento dos contribuições de humidade para os continentes ultrapassaria o aumento da evapotranspiração dos territórios continentais. Portanto, a aridez dos continentes a escala global diminuiria, mas um estudo que utiliza o índice de Palmer para observar os períodos de seca em extensas regiões do mundo, mostra uma grande variabilidade de umas décadas para outras e não se observa uma tendência significativa (Dai, 1998). (continua)- Consultor Sénior Independente em Bioeconomi, Bioenergia & Mudanças Climáticas- JBDANUNE

  3. UMA DAS ZONAS DO GLOBO MAIS SENSÍVEL PARA AS MUDANÇAS DE PRECIPITAÇÃO É O SAHEL. O SAHEL É UMA ESTREITA FAIXA DE TERRITÓRIO AO SUl do Sahara, que limita por norte com o deserto, a uns 18ºN, e pelo sul com a savana e a selva tropical, a uns 15ºN. Seu clima depende da oscilação norte-sul da zona de convergência intertropical (ICTZ). No verão, quando a ICTZ emigra para o norte, a zona é afectada pela monção do sudoeste que traz durante um breve tempo chuvas, as vezes intensas, para a região. Depois, quando a ITCZ se desloca para o sul, vêem largos meses de seca, nos quais o vento preponderante vem do deserto, isto é, do norte. No Sahel africano, ao sul do Sahara, houve um aumento importante da aridez na segunda metade do século XX devido a diminuição das precipitações, especialmente a partir da década dos anos 60, chegando ao seu ponto culminante nos anos 70 e 80. Esta tendência mudou a partir de então, aumentando-se as precipitações. Imagens de satélite da evolução da vegetação (NDVI, normalized difference vegetation index) indicam actualmente um aumento da biomassa geral da região.(http://jisao.washington.edu) – Joint Institute for the Study of the Atmsphere and Ocean. (continua)

  4. Os modelos informáticos sobre a possível evolução futura do Sahara no século XXI indicam uma diminuição da extensão do deserto, que precisamente na sua margem meridional se retiraria para o norte, de forma mais acentuada que o ligeiro avanço, também para o norte, que experimentaria na sua zona setentrional (Liu, 2001). O aquecimento seria maior sobre o continente que sobre o oceano, aumentando a força da monção de verão sobre África e aumentando as precipitações no Sahel (Reindert, 2005).
    Na China, a intervenção humana, com repovoamentos florestais mais extensas, desempenha um papel importante na diminuição da erosão conseguida nos últimos anos. Neste sentido, estudos recentes sugerem que no norte do país, graças a maior cobertura vegetal, tem diminuído a frequência das tempestades de areia do deserto nos recentes 20 anos (Piao, 2005). Na China, o índice de Palmer, calculado a partir das temperaturas e precipitações mensais durante o período 1950-2000, não mostram uma tendência clara em conjunto do país, se bem que em algumas regiões áridas do norte as secas parecem ter aumentado (Zou, 2005). Nos EUA a frequência de secas têm diminído ao longo do século XX, da mesma forma que a severidade (Andreadis, 2006). OBS: Estou a relatar estes factos histórico-científicos, como única forma de entender o contexto da questão que o nosso colega David levanta com este artigo. (continua)

  5. Conclusões desta parte de hoje: Finalmente, um sinal de diminuição da aridez a escala global é que o volume dos caudais dos rios parece que teR aumentado mais que a quantidade global das precipitações, o qual indicaria um incremento da humidade dos solos. Segundo alguns, este fenómeno é devido a uma menor evapotranspiração da vegeação, já que o aumento da concentração de CO2 no ar fecha em parte os estomas das folhas e evita assim a perda de água evaporada (Gedney, 2006)
    Poderia parecer que não há uma relação entre a humidade do solo e o sal dos oceanos, mas na realidade ambas as variáveis estão intrínsicamente vinculadas ao ciclo da água e afectam a meteorologia e o clima da Terra. A humidade do solo é uma componente crucial para as previsões de temperatura, humidade e precipitações. A estimação da humidade do solo na zona raiz é primordial para melhorar as previsões meteorológicas a curto e médio prazo, a modelação hidrológica, a observação da fotossíntese e o crescimento das plantas, e a avaliação e supervisão do ciclo terrestre de carbono. As avaliações oportunas da humidade do solo são também importantes para a previsão de acontecimentos perigosos, como inundações, SECAS e ondas de calor.
    NOTAS FINAIS: è de fundamental importância senão mesmo determinante perceber o que se passa em termos atmosféricos a escala global, para poder entender o significado do Impatos da Seca. Bom fim de semana, nos próximos dias voltarei, pelo simples facto de ser especialista em questões de secas, portanto, um tema que me é muito caro. JBDANUNE

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